O Encontro da Terra, das Águas, das Palavras e dos Cantos

E se, por um dia, trocássemos o aroma da carne pelo perfume das ervas frescas? Se substituíssemos o peso do consumo pela leveza da consciência? Se abríssemos mão do excesso e valorizássemos a essência da água, fonte da vida? Se nos permitíssemos ouvir as ‘Ideias para adiar o fim do mundo’, como nos convida Ailton Krenak, e a voz de Kena Marubo, que ecoa a sabedoria ancestral de seu povo? Se nos deixássemos encantar pela voz da Sereia Lúthien, que canta a beleza e a fragilidade dos oceanos? Talvez, apenas talvez, pudéssemos ouvir o sussurro da Terra, o murmúrio das águas, o canto dos povos originários e as melodias da natureza, um convite para um congraçamento mais generoso, onde todos têm lugar à mesa, onde a fartura não significa desperdício, onde a vida é celebrada em sua plenitude

Santo Onofre, Enche O Cofre!

Neste artigo, Henrique Vieira Filho compartilha os desafios de manter a Residência Artística em Serra Negra, um espaço dedicado à cultura e ao acolhimento de artistas. Ele relata a dificuldade em equilibrar a paixão pela arte com a necessidade de recursos financeiros, especialmente diante dos atrasos nos repasses de verbas públicas. Com humor e fé, o autor recorre a São Onofre e Santo Expedito, buscando auxílio divino para superar os obstáculos. Apesar das dificuldades, a Residência Artística segue firme em seu propósito de oferecer eventos culturais gratuitos à comunidade, convidando a todos para a Celebração Re Arte.

O Circuito dos Pedágios: Um Tributo a Nabucodonosor

Esta sarcástica crônica de Henrique Vieira Filho traça um paralelo irônico entre os pedágios modernos e sua origem na Babilônia de Nabucodonosor, passando pela Idade Média, o Brasil colonial e até mesmo figuras lendárias como Robin Hood.
Com humor ácido, o texto critica a proliferação de pedágios no Circuito das Águas Paulista, onde visitar cidades vizinhas corre o risco de virar uma experiência paga.